Sou membro nº1 da A.M.S.J (Associação das mulheres sem jacuzzi) A razão para o ser, é porque acho que ter um jacuzzi é um direito primordial, essencial, quase tanto como ter luz em casa. Quando estamos na barriga das nossas mães, estamos rodeadas de água quentinha e borbulhante ( 😉 gases) Ao sairmos cá para fora, este bem estar é nos retirado abruptamente e somos obrigadas a sobreviver num meio hostil, rodeado de betão e diferenças de temperatura.

Até que um dia ( já na idade adulta) ficamos num hotel de algumas estrelas e eis que a nossa frente:

  -Xchanan! um jacuzzi.
Inexplicavelmente, não necessitamos de nos apresentar um ao outro de alguma forma, já nos conhecemos, o fumo morno que evapora do jacuzzi, o movimento em turbilhão das águas mornas… a atracão é imediata, entramos nele, parece que passamos por um portal intemporal para outra dimensão, estamos dentro do jacuzzi !

(gosto muito disto… pensamos) finalmente estamos de volta à barriga das nossas mães, mas desta vez, com muito mais espaço.

Mas como nem tudo dura para sempre, eis que vimos embora de volta para casa, com a nossa nova costela de sereia. Assim que abrimos, a porta da nossa casa de banho de nossa casa, vemos o que os especialistas na matéria chamam de poliban, que desilusão! 🙁 voltamos a fecha-la.

Um dia…um dia   (pensamos)

 

As cronicas da Ana 

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