Espelho meu….Espelho meu…

A nossa sociedade impõe critérios  de escolha, estes, se não forem minimamente seguidos,  o individuo é rejeitado. Vivemos numa época que dá extrema importância aos padrões de beleza. A insegurança apodera-se de cada um de nós, numa luta incessante para nos  mantermos nesses padrões.Todos queremos ser bonitos, parecer mais jovens. Alguns levam isso tão a sério que chega a tornar-se obsessivo.

Mudança radical, para bem e para o mal até que a morte os separe:
Algumas pessoas, mais afortunadas financeiramente embarcam numa aventura pelo mundo das cirurgias plásticas, algumas só com bilhete de ida, (descansem em paz).

Outras regressam a parecer estrelas de filmes para adultos, outras ainda, gostam tanto que passam a vida a viajar para a marquesa.

O disfarce:
As pessoas que não têm tantas posses, servem-se de outros  artifícios para se sentirem melhor com elas própias, tentam disfarçar a todo o custo o que perderam com a idade. Os homens carecas que usam capachinho…

-É pá que náuseas! Tirem isso, assumam-se. Já toda a gente percebeu que são carecas!

Isso do capachinho…mais parece que andam com um animal atropelado em cima da cabeça…

Depois há os outros carecas, os que não têm capachinho, mas fazem uma coisa enervante, que é puxar o cabelo dum lado para o outro começam o risco na orelha e julgam que tapam a careca, com os seus 3 fios de cabelo, mais parecem o Cebolinha.
Nada mais sensual que raparem o cabelo, ao menos ficam realmente carecas, mas transmitem segurança.

E as mulheres? Nós somos mestres na arte do disfarce, se for bem feito ninguém descobre, mas senão for…

 Espelho meu….espelho meu…

Vejamos casos de fracasso… 

Quem é que já não privou com uma daquelas senhoras muito queridas de cabelo roxo?  (restaurador olex)  

Quem é que já não teve o prazer de falar com uma? Caminham lentamente cheias de laca, e deixam como rasto, um perfume inesquecivel.(cof cof cof) Quando falam connosco, fazemos um esforço sobre humano, para não nos concentrarmos no bâton que passou dos lábios para os dentes. 
Se as fixarem, vão ver que rapam as sobrancelhas e no sitio das mesmas desenharam com um lápis um risco disforme. Como querem levantar o olhar fazem o risco na parte  de cima da testa, resultado ficam com um ar que mais parece que estão assustadas ou espantadas.
Cada um de nós, vai evoluindo as suas técnicas camaleónicas. Já que a perfeição não existe.

E o quase perfeito é tão boooooring!
A verdadeira beleza, é interior, e quando nos sentimos bem, sorrimos e ficamos mais bonitos (isto caso tenhamos dentes, claro) 

 

As crónicas da Ana 

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